«Queres saber o que é um clássico?», perguntou o sábio da montanha ao rato.
«Quero.»
«Estás a ver aquela pedra? Estás a ver aquelas nuvens? Estás a ver aquelas flores?», voltou a perguntar o sábio.
«Vejo tudo», respondeu o rato.
«Ainda bem.»
«Porquê?»
«Porque estás a dormir. E quem dorme com pedras, nuvens e flores nos olhos, não precisa de observar a realidade exterior para saber que ela existe.»
«Como assim?», questionou o rato.
«Os clássicos não precisam de ser ditos para que os conheças», concluiu o sábio da montanha.