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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Tempos livres

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Religião

Durante quanto tempo mais terei de aceitar a sola do sapato em cima do crânio?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Situação - Rear Window

Ser o homem que fuma no escuro.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Símbolo

Reformular a vida a partir dos símbolos. Rasgar as páginas do diário, deixando-o em branco. Deitar dois cadernos fora. Rasgá-los e deixar cair os restos mortais no lixo.

domingo, 27 de junho de 2010

Dor

Dor : do neurónio à pessoa. Pena este ser o título de um livro de Medicina.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Interdição dos jogos

Reparo que num dos bares da Faculdade de Letras de Lisboa está afixado o seguinte aviso: «Entre as 11:45 e as 14, e sempre que necessário, a sala, é para uso exclusivo do serviço de alimentação e bebidas, adquiridas no nosso espaço. É completamente interdito, qualquer jogo.» Para além do terrível português (o emprego das vírgulas vai beber muito ao dadaísmo), o que se pode destacar deste aviso é a interdição de jogos. Se o gerente do bar interditasse a leitura, compreenderia mas não muito, porque, como se sabe, aluno de Letras que se preze nunca abriu um livro. Mas proibir «jogos»? O que se faz em concreto naquela faculdade? Joga-se à apanhada? À bisca?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Point of no return

Ele disse-me que a rapariga tinha vinte anos, que talvez fosse nova demais, que gostava de menininhas, mas era mais de conversa. A realidade é que ela tinha vinte e ele vinte e seis. O peito encheu-se-me de angústia. Para nós, que ainda há pouco falávamos das férias grandes , uma de vinte já é nova.

terça-feira, 1 de junho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

As Ondas, Woolf

Leio quatro romances de novos autores portugueses. Todos de fraca qualidade. O que leva os portugueses a escreverem quinhentas páginas recheadas de rendilhados poéticos, de vozes sem cara, muito sofridas e violentadas, que poderiam ser a Humanidade, sem deixarem de ser vazios? O que leva um escritor a ser apenas oco?

terça-feira, 25 de maio de 2010

Nota atirada a muito custo para dentro de um caderno

Aguenta.

Esperança

Acabar com a esperança. Vais ao supermercado comprar pão, carne, peixe e detergente. A livraria tem o livro novo do autor que aprecias. Entras no mercado e perguntas se o senhor ladrão tem pilhas recarregáveis. O eléctrico vai vazio, sabe bem ler dentro do transporte público. As fotocópias na faculdade. Dois cafés por dia. O restaurante com vista para o rio. Nenhuma ilusão para além do quotidiano.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mentecapto

Introduzir pensamento no cérebro de um mentecapto. Esfarrapar a testa com cabeçadas na parede.

sábado, 15 de maio de 2010

Prego

Como dói, cabeça bate na pedra, pedra na cabeça, ui, como dói, arrancar o dedo martelado em vez do prego.

sábado, 1 de maio de 2010

Aconteceu

Pode um sujeito ser editor literário e dar erros ortográficos?

Os motivos

Ninguém tem de saber.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

2 notas

Fantasia Lusitana, de João Canijo, é um excelente documentário. Passeia-se muito bem na Feira do Livro de Lisboa mas, como sempre, os preços não são de feira.