segunda-feira, 3 de março de 2008

Uma nota sobre um exilado



Sinais de Fogo
é o mais proustiano de todos os romances portugueses que já li. E um dos melhores. Jorge de Sena, que se considerava um exilado voluntário, mostra nesta obra que um autor da sua dimensão não poderia nunca pertencer verdadeiramente a Portugal. Era demasiado bom.

Um excerto:

As bestas, quando mordem, não é por má intenção. É da natureza delas morder. Ou dar coices.