
Sinais de Fogo é o mais proustiano de todos os romances portugueses que já li. E um dos melhores. Jorge de Sena, que se considerava um exilado voluntário, mostra nesta obra que um autor da sua dimensão não poderia nunca pertencer verdadeiramente a Portugal. Era demasiado bom.
Um excerto:
As bestas, quando mordem, não é por má intenção. É da natureza delas morder. Ou dar coices.