
Dentro do meio literário, cada escritor tem a sua própria forma de inventar o seu mundo. Cada um recorre ao que julga necessário para ter um estilo, uma marca que o distinga de outros. Quando se sai da ficção e se passa para ciências sociais como a História, a Filosofia, a Sociologia, ou para o ensaio, seja ele de que tipo for, o «estilo» nem sempre aparece. Porquê? Em princípio, porque o cientista social (chamemos-lhe assim) não usa as mesmas ferramentas que o escritor: o adjectivo, por exemplo, é dispensável. Contudo, o estilo não deixa de ser necessário para a divulgação da História ou da Filosofia. O que fazer? Tornar o objecto de estudo interessante.
Em A History of the American People, obra de 976 páginas, o historiador britânico Paul Johnson fá-lo na descrição da relação entre J. F. Kennedy e as mulheres:
Most of Jack's affairs, however, were brief, often lasting a matter of minutes, and conducted with whoever was available and willing: girls without even first names, air stewardesses, secretaries, campaign workers, prostitutes if need be. He claimed he needed some kind of sexual encounter, however perfunctory, every day.
O que dá interesse a Kennedy: falar dos seus podres privados, dizer que pagava a prostitutas.
Em relação a Lyndon Johnson, o historiador britânico faz o mesmo:
LBJ, the large, unrestrained, earthy animal, had a voracious sexual appetite, no more discriminating than Kennedy's, but less interesting.
A isto, junta-se uma descrição física brilhante:
LBJ was also a man of unpleasant, sometimes threatening, personal habits. He was a huge and, despite his height, his head seemed too big for his body. It was equipped with two enormous ears, which stood out like those of an angry African elephant.
Antes de começar a falar da predisposição de Lyndon Johnson para gastar o dinheiro dos contribuintes americanos, o autor faz uma introdução ao corpo do presidente.
É assim, o estilo.
Most of Jack's affairs, however, were brief, often lasting a matter of minutes, and conducted with whoever was available and willing: girls without even first names, air stewardesses, secretaries, campaign workers, prostitutes if need be. He claimed he needed some kind of sexual encounter, however perfunctory, every day.
O que dá interesse a Kennedy: falar dos seus podres privados, dizer que pagava a prostitutas.
Em relação a Lyndon Johnson, o historiador britânico faz o mesmo:
LBJ, the large, unrestrained, earthy animal, had a voracious sexual appetite, no more discriminating than Kennedy's, but less interesting.
A isto, junta-se uma descrição física brilhante:
LBJ was also a man of unpleasant, sometimes threatening, personal habits. He was a huge and, despite his height, his head seemed too big for his body. It was equipped with two enormous ears, which stood out like those of an angry African elephant.
Antes de começar a falar da predisposição de Lyndon Johnson para gastar o dinheiro dos contribuintes americanos, o autor faz uma introdução ao corpo do presidente.
É assim, o estilo.