Há alguma coisa que faças mal?Claro que sim. O quê? Não digo. Não podes. Não. Não? Os outros ouvem. Quem? Eles. Têm nome? Não. Cara? Não. Então? Não quero que descubram. Porquê? Muita vergonha. Vergonha? Sim. Parvo. Não me desmascaras. Por te chamar parvo? Chega. Parvo, parvo, parvo. Queres que eles saibam? É esse o meu propósito, fazê-los saber. Quem? Tu é que falaste deles. Eu? Tu. Esquece-os. Diz-lhes o que eles precisam de saber. Não sei se eles precisam de saber. Começa por onde quiseres. Não abro a boca. Nem para uma palavra amiga? Nem te conheço. Pensava que eras meu amigo. Mal te conheço. Sabes o meu nome. Não. Conheces a minha cara. Não. Mal me conheces. Mal te conheço. Apresento-me? Não. Eu posso. Não quero. Fiz-te mal? Nem mal nem bem. Fala sobre os teus defeitos. Dou-te um. Dá-mo. Pensando melhor, nem um defeitinho. Porquê? Tudo o que disser pode ser usado contra mim. Tudo o que disseres pode ser usado a teu favor. Ao contrário. Ao contrário digo eu. Tudo o que disseres pode ser usado a teu favor ou contra ti. A teu favor. Contra ti. Depende do que disseres. Diz qualquer coisa. Disse. Outra vez. Um pardal caiu do ninho. Contra ti. Tinha razão. Pois.