Durante a campanha para as eleições do seu partido, Pedro Passos Coelho atacava a anterior liderança, dizendo: fora com o PEC («se é mau»), demissão do PGR, contra alianças com socialistas. Uma ou duas semanas depois, pede reuniões de urgência com o primeiro-ministro, e diz-se disponível para aquilo que o inteligente deputado Sérgio Sousa Pinto apelida de aliança patriótica (com o sim-sim-é-uma-necessidade de outro deputado inteligente, Marco António). Como, provavelmente, a seguir a esta aliança vem a traição de alguém (à partida, daquele que ainda não é poder), diria que nada disto é de país civilizado. Mas ainda espero pelas sábias palavras de Ricardo Rodrigues para ter uma opinião.