Queda, cair, caio, rebolo no meio dos calhaus. Dores nas costas, nos joelhos, na nuca. Rebolo nas pedras. Demasiado mundo nos meus olhos fracos. Demasiado mundo. Expurgar o caos. Rebolar durante o tempo necessário para deixar o caos sair. O pânico transformado em soluço e em desilusão e em calma. Chorar o que houver para chorar. Esgotar o arsenal. Amontoo um conjunto de calhaus e sento-me, contemplo o dedo martelado (pena do dedo e de mim próprio), mais uma lágrima em honra da minha miséria. Tenho um buraco no lugar do coração. Chama-se infelicidade. Um buraco do qual não me sei livrar. Suplico-lhe, vai-te embora, infelicidade, tento expulsá-la com murros que me enchem de nódoas negras, sai, infelicidade.