
O soldado encostou-se a uma árvore. Não tendo bateria recarregável, a carne em decomposição consegue ser mais frágil do que uma formiga a tentar fugir da sola do sapato. A perna infectada pelo ódio de homens contra outros homens estava prestes a explodir. Estatelou-se no chão como se fosse um piano atirado do topo de um arranha-céus. Apareceu o pânico. O ferido quer resistir mas não dá para continuar a ser pedra depois da pancada do martelo. Cobertas de poeira, as mãos do soldado procuraram um cantil de água inexistente mas, não o encontrando, começaram a tremer. Pegou no revólver. Muito debilmente, desafiou-o com o olhar. Enfiou-o na boca com o dedo a tocar no gatilho. «Vou morrer, vou morrer», pensou. A lava movimentava-se no centro da Terra.